RESUMO
O treinamento resistido tem sido recomendado pelas principais agências normativas da atividade física, por apresentar efeito positivo na prevenção de diversas patologias, inclusive na manutenção do potencial funcional de sujeitos em reabilitação cardíaca. A resposta na diminuição da pressão arterial após o exercício resistido vem sendo relacionadas na literatura como hipotensão pós-exercício resistido. Esse efeito agudo ou crônico provoca uma redução dos valores de repouso da pressão arterial após o término do esforço. Não há consenso sobre um protocolo ou método de treinamento ideal para se potencializar a hipotensão pós-exercício resistido, e os mecanismos que podem influenciar na magnitude e duração desse efeito provocam grandes divergências entre autores. Este estudo tem como objetivo verificar o efeito na pressão arterial que os mecanismos hemodinâmicos provocam após o exercício resistido. Trata se de um estudo de revisão sistemática da literatura, de caráter exploratório. Para isto, foram realizadas pesquisas bibliográficas nas bases de dados eletrônicas Pubmed, Scielo, Lilacs e Bireme usando os localizadores “exercício resistido”, “treinamento de força”, “treinamento com pesos”, e seus homônimos da língua inglesa: resisted exercise, force training, training with weights, como também em literatura clássica, publicados entre 2000 a 2010. Não restringiram a pesquisa a um tipo de população, abrangendo jovens adultos, idosos, normotensos, hipertensos, treinados e sedentários. Foram analisados dados na literatura que evidenciam a hipotensão pós-exercício resistido, mesmo em diferentes tipos de treinamentos. Com base nesta revisão podem inferir que os efeitos hemodinâmicos (debito cardíaco, resistência vascular periférica, adaptações hipertróficas, efeito barorreflexo, hiperemia e liberação de oxido nítrico), ocasionados pelo treinamento resistido foram capazes de provocar a diminuição da pressão arterial em repouso pós-exercícios resistidos. Assim, comprovando que o treinamento resistido apresenta informações científicas dos benefícios à saúde e a ocorrência da hipotensão pós-exercício resistidos.
Palavras-chaves: Exercício resistido. Hipotensão pós-exercício. Pressão arterial
INTRODUÇÃO
A prática de exercícios resistidos tem sido recomendada, como um aspecto primordial para a melhora da aptidão física e funcional do individuo, além de apresentar efeito positivo na prevenção de diversas patologias, inclusive as doenças crônicas degenerativas não transmissíveis e de manutenção do potencial funcional de sujeitos em reabilitação cardíaca. (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE; AMERICAN HEART ASSOCIATION, 2007).
Pesquisas mostram que o exercício físico regular contribui para a diminuição da pressão arterial em repouso e muitos estudos vêm evidenciando esta resposta após realização de exercícios de força, como as pesquisas de Mello (2009), Pollito (2006), Farinatti (2003), Mediano (2005) entre outros. As respostas na diminuição da pressão arterial após os exercícios resistido vêm sendo relacionadas na literatura como hipotensão pós-exercício resistido (redução dos valores de repouso da pressão arterial após o término do esforço) (POLLITO; FARINATTI, 2006), (POLLITO et al, 2003), (MAIOR, 2005) . Esses efeitos podem ocorrer como uma adaptação crônica ao treinamento ou como uma redução dos níveis pressóricos depois de uma sessão de exercícios, no que se denomina hipotensão pós-exercício (MACDONALD, 2002).
REVISÃO DA LITERATURA
Dentre as atividades físicas que podem melhorar a saúde, a prática de exercícios resistidos vem sendo recomendada pelas principais agências normativas da atividade física, American College of Sports Medicine (ACSM) e a American Heart Association(AHA), a prática do exercício resistido vêm ganhando cada vez mais respaldo por suas ações terapêuticas na prevenção e tratamento não-farmacológico da hipertensão,devido a sua relativa segurança, mesmo em populações ditas especiais.A prática de exercício resistido tem sido recomendada, como um aspecto primordial para a melhora da aptidão física e funcional, além de apresentar efeito positivo na prevenção de diversas patologias, inclusive as doenças crônicas degenerativas não transmissíveis e de manutenção do potencial funcional de sujeitos em reabilitação cardíaca (ACSM; AHA, 2007).A American Heart Association enfatiza que, tanto cardiopatas como pessoas não enfermas devem suportar satisfatoriamente a prática de exercício resistido, além de experimentar os efeitos positivos sobre outros componentes da aptidão física e funcional, desde que seja possível supervisão e instrução adequadas.
A pressão arterial (PA) é definida pela força exercida pelo sangue na superfície da parede das artérias, sendo que esta pressão está intimamente ligada ao débito cardíaco e com a resistência periférica sistêmica. A PA é representada pela pressão arterial sistólica (PAS) e pela pressão arterial diastólica (PAD).
Pode-se definir exercício de força como exercícios dinâmicos com pesos ou cargas onde os músculos se movem contra uma força de oposição, normalmente representada por algum tipo de equipamento ou implemento específicos. (FLECK; KRAEMER, 1999). A força muscular é fundamental para a saúde, para a manutenção de boa capacidade funcional e para atingir qualidade de vida satisfatória
A resposta na diminuição da pressão arterial após o exercício resistido vem sendo relacionadas na literatura como hipotensão pós-exercício resistido (redução dos valores de repouso da pressão arterial após o término do esforço) (POLLITO; FARINATTI, 2006), (POLLITO et al, 2003), (MAIOR, 2005); (ALVES C. et al.),(AZEVEDO M.; BERTON D.; BOROUJERDI, 2009)
Os exercícios de força podem promover uma redução da pressão arterial de repouso logo após o exercício,ou como cronicamente, provavelmente devido o exercício estimular os mecanismos de promoção da hipotensão pós-exercício, como efeito barorreflexo, hiperemia decorrente da contração muscular, supressão da atividade simpática e liberação de oxido nítrico
CONCLUSÃO
A partir do que foram analisadas as pesquisas, podem inferir que os efeitos hemodinâmicos (debito cardíaco, resistência vascular periférica, adaptações hipertróficas, efeito barorreflexo, hiperemia e liberação de oxido nítrico), ocasionados pelo treinamento resistido foram capazes de provocar a diminuição da pressão arterial em repouso pós-exercícios resistidos. Assim, comprovando a hipotensão após o exercício resistido. Algumas divergências nas pesquisas analisadas estão relacionadas a diferentes abordagens metodológicas, como diferença nos exercícios prescritos, a intensidade, tempo de descanso, posição do corpo, idade dos indivíduos, treinados ou sedentários, normotensos ou hipertensos.
Portanto verificou-se que o treinamento resistido tem efeito significativo para a diminuição em repouso da pressão arterial pós-exercício resistido.
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